Sinto saudades…

Sinto saudades…

Saudades do que não vivi.

Saudades do que não vivemos.

Nós, mulheres, sentimos saudades do feminino sagrado.

Sentimos falta do respeito e da honra.

Sentimos falta de sermos mulheres por inteiro, sem pudores, sem vergonhas.

Sentimos falta de amar e demonstrar esse amor ao nosso homem, nosso filhos, nossos irmãos, nossos amigos.

Sentimos falta da ternura, da voz macia, da confiança.

Sentimos falta de podermos simplesmente ser, sem precisar ter que provar mais nada.

Para onde foi o tempo onde podíamos dar e receber colo?

Onde está o ninho que nos abriga e onde podemos abrigar o outro?

Onde estão nossas irmãs?

Onde se escondem a pureza e o amor, quando chega o medo da manipulação?

Dia internacional da mulher: por que precisou existir?

Certamente para lembrarmos quem somos.

Despertar de novo o desejo de ser mulher.

Livre, feminina, sem amarras, sem mordaças, sem cabrestos.

Compassivas, amorosas, ternas, doadoras e receptivas.

Conectadas com a mãe Terra e umas com as outras, porque esse é o nosso destino: ser e viver o amor.

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MULHERES MACHISTAS

Com quanto mais mulheres um homem ficar, melhor para ele pois os amigos vão admira-lo e as garotas desejá-lo. Já com as mulheres a coisa é bem diferente porque se ficarem com um cara por semana serão chamadas de galinhas, vacas, putas e por ai vai…
Que mundo injusto né, como as pessoas são maldosas. Pois é, mas veja só que curioso… quando pensamos nas injustiças da vida e nas maldades da humanidade nunca nos incluimos na conta, nééé? Ou vai dizer que nunca desvalorizou alguma menina só porque ela ficava com vários caras ou porque ela era mais nova que o menino ou ainda uma moça com filho tentando refazer a vida e encontrar um amor?

Isso é que é o pior minhas caras, o machismo não é um defeito exclusivamente masculino, as mulheres cumprem um papel muito importante na sua divulgação e manutenção. Aceitamos como verdade essa ladainha de que homem pode e deve pegar quantas quiser enquanto mulher tem que se preservar pra não ficar “falada”! Mas por que mulher tem essa mania de esculhambar com a outra? Não seria porque essas moças putas enrustidas e mal amadas , na verdade, estão morrendo de inveja da outra que se deu bem por ser uma menina livre de preconceitos heim?!

Infelizmente muitas mulheres colaboram com um mundo onde homem pode tudo e mulher pode nada e tudo isso em pleno século 21! (texto do colunista Antonio Prata)

Ser mulher



Nos tempos pré-históricos, antes do advento da escrita vivíamos em uma sociedade matrilinear, ou seja onde a linhagem era definida pela mãe. Nestes tempos as tarefas masculinas e femininas eram muito bem definidas e o poder compartilhado.

Tempos depois instalou-se a barbárie, as aldeias eram invadidas, saqueadas, tomadas e os que sobreviviam, geralmente apenas as mulheres e crianças eram escravizadas. O desejo pelo poder e posse destruiu muitas civilizações e culturas e para isso sufocou a força amorosa do feminino (nas mulheres e nos homens). E nesta briga pelo poder, instalou-se o patriarcado e todos os valores femininos foram repudiados. Na idade média milhares de mulheres foram queimadas nas fogueiras da inquisição. Ou submetiam-se ao poderio da Igreja ou morriam.

O medo tornou-se parte da mulher. Em tempos de guerra, sem os homens que partiam para lutar ou morriam, elas precisavam assumir tarefas que pertenciam aos homens para sobreviver. E o vazio dentro delas crescia a cada dia.

Depois de duas grandes guerras mundiais as mulheres resolveram não mais se submeter ao patriarcado. Levantou-se a bandeira do feminino e começou uma nova batalha onde o homem era o inimigo. Muito foi alcançado. A mulher começou a ter direito a voto, e competir no mercado de trabalho. Mas dentro dela o vazio continuava, pois foi para a luta com o modelo e os valores que não eram seus e sim os valores masculinos, únicos conhecidos e reconhecidos.

Hoje, mais conscientes, perceberam que o inimigo não é o homem, pois ele também está tão ou mais ferido que ela. A luta é contra o patriarcado e não é substituindo por um matriarcado que iremos resolver. Qualquer extremo é desequilibrador.

Integrar o feminino e o masculino dentro de si é o grande desafio da mulher de hoje. Descobrir o que é ser mulher é a nossa proposta neste trabalho.

Autor: Dra. Sandra Regina De Souza
http://www.sandraregina.med.br