Aposte no blush para disfarçar imperfeições

A maquiagem é responsável por deixar o visual completo e esconder as imperfeições da pele.
Mas o blush está na lista de produtos que podem trazer ainda mais benefícios para o seu look.

O cosmético pode te ajudar a afinar o rosto, disfarçar o nariz batatinha e deixar o visual muito mais jovem e saudável.

Para conseguir todos os truques do pincel mágico basta acertar na hora da aplicação.
“O blush pode ir muito além de garantir cor às bochechas.

Basta conhecer a técnica para tornar o produto um verdadeiro aliado da beleza”, explica a maquiadora Penélope Beolchi.

Rosto fininho

Com a ajuda do blush, dá para conseguir a aparência de um rosto mais fino.
Dessa forma, a pincelada vai ter o objetivo de alongar os traços.

Nos rostos largos, como o oval e o quadrado, aplique o blush com um pincel, de cima para baixo, partindo da orelha até maçã do rosto, na altura da boca.

Uma dica é fazer um biquinho com os lábios para marcar a região das bochechas.

Já os rostos redondos pedem um toque diferente.

“Com o mesmo movimento, devemos passar o produto com mais intensidade nas têmporas”, explica a maquiadora.

Nariz batatinha
Nesse caso, o ideal é utilizar um jogo de sombras iluminadoras, porém, o blush em tons escuros também ajuda.

“O nariz ‘batatinha’ é facilmente disfarçado com a utilização de um tom mais escuro nos cantos das narinas”, explica a especialista.

“Outra dica é iluminar outros pontos do rosto, como as têmporas, assim você sobressai outros pontos, disfarçando imediatamente o detalhe do nariz.”

A cor certa

Em dúvida de qual cor escolher? Opte para o tom que mais combina com a sua pele.
“Para saber qual é a cor ideal do blush, dê suaves beliscadas na bochecha (quando estiver sem maquiagem) e preste atenção ao tom que aparece naturalmente, pois ele é o mais indicado”, diz.

“As mulheres de pele claras costumam ter uma cor rosada; as pálidas, lilás; as negras, pink escuro ou vinho; as de pele marfim, pêssego e as olivas, marrom.”

Os tons de blush que puxam para o avermelhado, alaranjado ou bronzeado ajudam a deixar o aspecto mais saudável e, consequentemente, mais jovial.

“Mas vale lembrar que não podemos exagerar na hora da aplicação, caso contrário, a maquiagem ficará pesada e artificial”, diz.

No dia a dia

Não sabe como aplicar o cosmético sem cometer deslizes?
A maquiadora ensina.

“Antes de aplicar o blush, dê uma batidinha no pincel para que o excedente do pó caia antes de chegar ao rosto”, recomenda.

“A cor do blush suaviza a medida que se pincela o produto de cima para baixo, por isso nunca podemos aplicá-lo de baixo para cima.

À noite dá para optar por carregar um pouco mais no produto, já que a iluminação é menos intensa”, sugere a especialista.

Não esqueça

“O uso do blush é essencial após a aplicação da base ou do pó facial.

Ele completa a cobertura da pele, quando ela apresenta imperfeições e elimina o aspecto esbranquiçado e até mesmo pálido, que esses produtos podem proporcionar para pele”

Maquiagem valoriza o visual de quem usa óculos

Você integra o time das garotas adeptas do óculos de grau?

Se você faz parte do grupo que acha que está fadado à cara lavada, porque acredita que o acessório vai esconder a maquiagem, é hora de mudar de opinião.

Dá para valorizar o rosto e apostar em um visual elegante mesmo com as lentes.

A maquiadora Janaína Raquel Ferreira, do salão Studio Prime, selecionou um conjunto de dicas de make para não deixar o óculos virar um esconderijo da sua beleza e, pelo contrário, conferir mais harmonia ao look.

Ponto de destaque

O passo inicial de qualquer produção, com ou sem óculos, é escolher o que destacar.

De acordo com a maquiadora, em geral, as pessoas procuram destacar os olhos, que ficam atrás da armação.

“Mas é possível chamar a atenção para a boca, valorizando os lábios com o batom ou gloss, por exemplo”, explica Janaína.

Vale o cuidado para a pele, que deve estar bonita e uniforme.

Use corretivo para esconder imperfeições e o pó facial para retirar o brilho em excesso.

Já, as sobrancelhas precisam estar bem feitas, já que levantam a expressão facial.

Valorize olhos pequenos

A impressão é que os olhos ficam menores, quando as lentes estão em primeiro plano.

A solução para acabar com essa ilusão é não aplicar o lápis preto na parte inferior das pálpebras (superiores e inferiores).

“O lápis preto deve ser passado na parte externa da pálpebra, rente aos cílios, para aumentar o tamanho dos olhos. Aplicar o lápis branco na parte inferior também ajuda a abrir o olhar”, completa.

Cílios em evidência

O rímel tem passagem livre para quem vive com óculos.

Opte por uma escova que atinja o seu objetivo de deixar os cílios mais longos, curvados ou volumosos.

“Prefira uma máscara de secagem rápida para não borrar a lente” aconselha a maquiadora.

Usar o curvex vai deixar os cílios ainda mais definidos.

Invista no traço

O uso do delineador é outra alternativa para que o visual fique destacado, e com naturalidade.

“Ele provoca um resultado ainda melhor que o lápis. Só é preciso prestar atenção no contorno (fino ou grosso) para não carregar a expressão do rosto”, diz a maquiadora.

Maquiada durante o dia

Quando o look precisa ser mais discreto, apostar nos tons pastéis, para as sombras, e em tons suaves, para os lábios, é certeza de sucesso.

“O delineador pode aparecer no make com um traço fino, assim valoriza o olhar, e a produção fica natural”, explica a maquiadora

Arrasando durante a noite

Se o evento é especial, mas os óculos não podem ficar em casa, não há motivos para se desesperar.

A suavidade do make para o período do dia cede espaço para a maquiagem mais elaborada à noite.

Vale a regrinha de evitar passar o lápis preto na parte interna das pálpebras para não diminuir o tamanho dos olhos, já o delineador pode ganhar um traço mais largo.

Opte por sombras cintilantes (perolada ou prata), escuras (preto e cinza) ou terrosas (marrom e cobre).

Para arrematar o visual, use um pincel ou cotonete e esfume a sombra no canto externo dos olhos.

Você pode brilhar

Um comercial produzido na Tailândia: É a história de uma menina surda-muda que aprende a tocar violino contra todos os reveses, principalmente de uma colega pianista maldosa.

É um comercial de shampoo, da Pantene com a temática “lição de vida”, mostrando o que se pode fazer com o coração. Nenhuma referência é feita ao produto (shampoo) até o fim do comercial: “Você pode brilhar”

Música tema é “Canonin D”, de Johann Pachelbel.

A BUSCA DA BELEZA: APRECIE COM MODERAÇÃO!

Se Vinicius de Moraes já dizia que a beleza é fundamental, quem haverá de contradizê-lo? A beleza faz bem para os cinco sentidos, e precisa ser buscada e cultivada por todos os sexos e todas as idades. Ela está também ligada à saúde: pessoas saudáveis são mais belas; pessoas feias freqüentemente têm sua vida emocional prejudicada pela aparência física.
O problema começa quando se pensa que beleza física é tudo, quando se quer rivalizar com Afrodite e Adônis, deuses gregos da beleza. Quando se acredita que é vital ser “jovem e belo”, pois o contrário, isto é, “velho e feio” é sinal da morte, simbolizada pelo esquecimento social. A procura desesperada pela beleza pode levar ao desencadeamento de problemas emocionais e até doenças mentais naqueles que são psicologicamente mais frágeis.
Se observarmos como a mídia retrata as mulheres, notamos que as bem-sucedidas de hoje são geralmente magras. Para ter o “corpo certo”, muitas delas se apegam e escravizam às indústrias da moda e da dieta, que criam o modelo ideal e depois propagandeiam e vendem este modelo para mulheres de todas as idades e níveis sócio-econômicos. E este trabalho não acaba, pois o padrão muda o tempo todo. Atualmente, o corpo da mulher “tem que ser” magro, sem pêlos supérfluos, desodorizado, perfumado e bem vestido. A mulher que é gorda, portanto, será notada e criticada por isso, tornando-se vulnerável e sofrendo nítida desvantagem nos mercados profissional e amoroso. Entretanto, numa demonstração plena da sua ambivalência, a moral patriarcal tende, por outro lado, a estigmatizar a mulher magra e bonita como vaidosa, fútil, frívola, incompetente, a “bonita e burra”.
Em relação aos homens, o problema é igualmente sério. Ao invés da obsessão pela magreza, como ocorre nas mulheres anoréxicas e bulímicas, aqui se persegue o corpo forte, atlético, viril, símbolo de masculinidade e poder. E assim eles caem na vigorexia ou “complexo de Adônis”, onde não importam mais trabalho, amigos e amores, mas apenas a obsessão pelo corpo perfeito.
É cada vez mais intenso o excesso que vem sendo dedicado ao exercício físico, sobretudo por homens e mulheres que visam desesperadamente alcançar a “forma ideal”. Surgem continuamente novas publicações, sob a forma de revistas de fitness, revistas dedicadas a adolescentes, enfatizando as dietas e os exercícios praticados por artistas e modelos. Nos comerciais, então, só existe lugar para o ideal estético, para o corpo perfeito. Ao mesmo tempo, entretanto, assistimos à enorme expansão das redes de fast food, concomitante ao aumento da taxa de obesidade da população. A prevalência dos transtornos alimentares em pessoas jovens pode surgir desse conflito entre cultura e biologia, que alimenta a “cultura do narcisismo”. A existência do “peso ideal” e do “corpo ideal”, na nossa cultura, é desencadeadora de depressão e de transtornos alimentares.
Uma doença relativamente recente é a body dismorphic disorder (BDD) ou “dismorfofobia” ou “doença da feiúra imaginária”, que é a preocupação com um defeito imaginário na aparência física (por exemplo um nariz largo, orelhas de abano ou genitais pequenos).
Os sintomas de BDD focalizam-se em diversas partes do corpo, mas 93% envolvem a face ou a cabeça: cabelo, nariz, pele, etc. Com raras exceções, todas as partes preocupantes do corpo parecem normais aos outros. Muitas preocupações são específicas – por exemplo um nariz grande, um lábio torto, uma cabeça com forma de ovo, ou cabelo ralo – mas outras são notavelmente vagas.
Os que sofrem dessa doença gastam muitas horas do dia ansiosos com seus “defeitos”, e alguns dizem que esta preocupação domina suas vidas, pois pensam sobre isso “o dia inteiro, todo dia”. Vários deles checam continuamente suas aparências em espelhos e outras faces refletoras, como pára-choques de carros e janelas de vitrines; outros evitam espelhos; muitos vivem questionando os outros sobre suas aparências. Grande parte deles tenta camuflar o defeito imaginário, deixando o cabelo longo para disfarçar uma barba “assimétrica”, estufando os calções para “aumentar” um pênis “pequeno”, ou armazenando chumaços de papel na boca para alargar um rosto “estreito”. Entretanto, tal comportamento pouco contribui para aliviar a ansiedade e desgosto destas pessoas.
Por tudo isso, buscar a beleza é saudável e fundamental, mas vale também aqui o famoso slogan: “Beleza física: aprecie com moderação!”

Arthur Kaufman
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