Sinto saudades…

Sinto saudades…

Saudades do que não vivi.

Saudades do que não vivemos.

Nós, mulheres, sentimos saudades do feminino sagrado.

Sentimos falta do respeito e da honra.

Sentimos falta de sermos mulheres por inteiro, sem pudores, sem vergonhas.

Sentimos falta de amar e demonstrar esse amor ao nosso homem, nosso filhos, nossos irmãos, nossos amigos.

Sentimos falta da ternura, da voz macia, da confiança.

Sentimos falta de podermos simplesmente ser, sem precisar ter que provar mais nada.

Para onde foi o tempo onde podíamos dar e receber colo?

Onde está o ninho que nos abriga e onde podemos abrigar o outro?

Onde estão nossas irmãs?

Onde se escondem a pureza e o amor, quando chega o medo da manipulação?

Dia internacional da mulher: por que precisou existir?

Certamente para lembrarmos quem somos.

Despertar de novo o desejo de ser mulher.

Livre, feminina, sem amarras, sem mordaças, sem cabrestos.

Compassivas, amorosas, ternas, doadoras e receptivas.

Conectadas com a mãe Terra e umas com as outras, porque esse é o nosso destino: ser e viver o amor.